Cena 1: Vestindo camisa do Palmeiras, o jovem está esperando seu ônibus no ponto. Um ônibus com destino diferente do seu pára. No fundo, cinco rapazes da Torcida Independente, do São Paulo F.C., estão sentados. Quando vêem o jovem palmeirense, um dos rapazes cospe em sua face e começa a rir.
Cena 2: O exército de Israel destrói túneis no sul da Faixa de Gaza para evitar o contrabando de armamentos e outros produtos vindos do Egito e comprados pelo Hamas. Estes ataques causam mortes de israelenses e de palestinos. Cerca de 650 palestinos e 11 israelenses morreram desde o início dos ataques ao território palestino.
O que estas duas situações reais têm em comum? A falta de respeito em relação às diferenças dos outros. Mesmo com a maior interação social através da internet, as pessoas continuam pouco flexíveis com as diferenças. Jogos de futebol, brigas de etnias e religiões são os principais motivos de conflito nos dias de hoje.

O Football 4 Peace une crianças de diferentes grupos
O preconceito é passado através das gerações. Antigamente, baseados no discurso dos mais velhos, os jovens não podiam conhecer e compartilhar experiências com outros. Porém, com a internet, foi criada a possibilidade de interação entre diferentes grupos. Pensava-se que esta barreira moral seria quebrada e que as pessoas se comunicariam com o resto do mundo, via e-mail, Messenger e sites de relacionamento. No entanto, ainda há dificuldade em aceitar diferenças. Talvez isso aconteça porque, mesmo sendo uma rede mundial de comunicação, a internet não possibilita contato real.
É por isso que, para combater o preconceito no Oriente Médio, Geoffrey Whitefield e David Bedford criaram em 2001 a ONG Football 4 Peace. O projeto trabalha com crianças judias e palestinas através do futebol. O contato é real e intenso. Com o esporte, cria-se um espaço onde é promovido o contato social com entendimento mútuo e coexistência pacífica. Assim, são quebrados os estigmas existentes em cada uma das comunidades. As crianças vêem que não há motivo para conflitos, que, apesar de serem de culturas diferentes, são parecidas em muitos aspectos. Walter Feldman, em seu trabalho como secretário de Esportes da Prefeitura de São Paulo, argumenta que neste projeto os jovens “descobrem que o que as une é muito mais simples e maior do que aquilo que as separa”. A ONG também está presente em outros países, com atividades como caminhadas e corridas.
É preciso seguir o exemplo da Football 4 Peace e criar projetos que possibilitem contatos reais entre pessoas de diferentes grupos. Só assim poderemos ter um mundo mais pacífico dentro e fora da internet.


Eram 19 horas e eu estava à procura de um táxi. Tentei por três vezes na frente do Shopping Pátio Paulista, só o terceiro aceitou levar meu irmão e eu para Moema.

As mães estavam ansiosas. Só mais alguns dias e seus filhos, que já estavam entediados de tanto ficar em casa e começaram a aprontar ou inventar de ir na casa do amigo que mora do outro lado da cidade, voltariam para a escola teriam alguma ocupação. Decepção: as aulas foram adiadas duas semanas.