Por um mundo mais justo

7 07UTC Outubro 07UTC 2009 por caiodib

Cena 1: Vestindo camisa do Palmeiras, o jovem está esperando seu ônibus no ponto. Um ônibus com destino diferente do seu pára. No fundo, cinco rapazes da Torcida Independente, do São Paulo F.C., estão sentados. Quando vêem o jovem palmeirense, um dos rapazes cospe em sua face e começa a rir.

Cena 2: O exército de Israel destrói túneis no sul da Faixa de Gaza para evitar o contrabando de armamentos e outros produtos vindos do Egito e comprados pelo Hamas. Estes ataques causam mortes de israelenses e de palestinos. Cerca de 650 palestinos e 11 israelenses morreram desde o início dos ataques ao território palestino.

O que estas duas situações reais têm em comum? A falta de respeito em relação às diferenças dos outros. Mesmo com a maior interação social através da internet, as pessoas continuam pouco flexíveis com as diferenças. Jogos de futebol, brigas de etnias e religiões são os principais motivos de conflito nos dias de hoje.

O Football 4 Peace une crianças de diferentes grupos

O preconceito é passado através das gerações. Antigamente, baseados no discurso dos mais velhos, os jovens não podiam conhecer e compartilhar experiências com outros. Porém, com a internet, foi criada a possibilidade de interação entre diferentes grupos. Pensava-se que esta barreira moral seria quebrada e que as pessoas se comunicariam com o resto do mundo, via e-mail, Messenger e sites de relacionamento. No entanto, ainda há dificuldade em aceitar diferenças. Talvez isso aconteça porque, mesmo sendo uma rede mundial de comunicação, a internet não possibilita contato real.

É por isso que, para combater o preconceito no Oriente Médio, Geoffrey Whitefield e David Bedford criaram em 2001 a ONG Football 4 Peace. O projeto trabalha com crianças judias e palestinas através do futebol. O contato é real e intenso. Com o esporte, cria-se um espaço onde é promovido o contato social com entendimento mútuo e coexistência pacífica. Assim, são quebrados os estigmas existentes em cada uma das comunidades. As crianças vêem que não há motivo para conflitos, que, apesar de serem de culturas diferentes, são parecidas em muitos aspectos. Walter Feldman, em seu trabalho como secretário de Esportes da Prefeitura de São Paulo, argumenta que neste projeto os jovens “descobrem que o que as une é muito mais simples e maior do que aquilo que as separa”. A ONG também está presente em outros países, com atividades como caminhadas e corridas.

É preciso seguir o exemplo da Football 4 Peace e criar projetos que possibilitem contatos reais entre pessoas de diferentes grupos. Só assim poderemos ter um mundo mais pacífico dentro e fora da internet.

Jovens criam oficina de blog para cobertura de torneio intercolegial

20 20UTC Agosto 20UTC 2009 por caiodib

Nas próximas semanas estarei trabalhando no Blog do InterBand 2009. Uma experiência de oficina de blog com jovens do segundo ano do Ensino Médio do Colégio Bandeirantes.

Nela, os alunos-repórteres farão cobertura do 11º Torneio Intercolegial do Colégio Bandeirantes, o InterBand. O Torneio é disputado por 42 colégios em seis modalidades (Futsal, Basquetebol, Voleibol, Handebol, Tênis de Mesa e Xadrez). Os jovens cobrirão os bastidores e os jogos, além de fazerem entrevistas com jogadores e técnicos e outras reportagens sobre o torneio.

Vale a pena conferir! O InterBand 2009 começa hoje (20/08) e encerra no dia 04/09. Os jogos acontecerão no próprio Colégio Bandeirantes.

 

Gripe suína: natural ou criação?

18 18UTC Agosto 18UTC 2009 por caiodib

Fico espantado como o mundo está preocupado com a Influenza A – H1N1. Realmente, a gripe é real e letal, mas, se analisada com atenção, produziu pouquíssimas vítimas quando comaprada com a gripe comum ou com outras doenças, como a AIDS.

Ano passado 70.000 pessoas morreram de gripe comum no Brasil. Já a gripe suína, de acordo com a Folha de S.Paulo, matou 342 pessoas no país até o dia 18 de agosto. A possibilidade dos números estares manipulados é alta, mas, com certeza, não são tantas mortes quanto a gripe comum de 2008 ou as milhões de pessoas que morrem de AIDS no mundo todos os anos.

Vale a pena ler o texto de Eduardo machado sobre o tema. Abaixo,teoria que defende a criação da gripe suína em laboratório movida por interesses financeiros.

#forasarney

14 14UTC Agosto 14UTC 2009 por caiodib

Amanhã (15/08) haverá uma série de protestos em todo o Brasil pró-reforma política e contra a permanência de José Sarney na presidência do Senado. É importante que a população (e principalmente os jovens) volte a participar ativamente na construção de um país mais honesto e mais justo. Tentarei ir na passeata, espero encontrá-los lá! Em São Paulo, o ponto de encontro é no MASP, às 14 horas.

Conhecendo Deus numa corrida de táxi

13 13UTC Agosto 13UTC 2009 por caiodib

Eram 19 horas e eu estava à procura de um táxi. Tentei por três vezes na frente do Shopping Pátio Paulista, só o terceiro aceitou levar meu irmão e eu para Moema.

No começo o taxista, que será chamado aqui de J.P., parecia muito simpático, dirigia um pouco mal, mas era bastante falante. Só que a história que contou durante os aproximadamente 30 minutos de corrida foi bastante assustadora.

Em 2006, ele fazia parte de uma companhia de rádio-taxi. Naquela época, comprou um Astra novinho em folha, com rodas modificadas e sistema de som e vídeo avaliado em R$ 8.000, um luxo. A única coisa que faltava no carro era o seguro contra roubos.

O taxista contou que numa madrugada foi buscar passageiros no Skol Beats. Dois rapazes entraram no táxi. Um sentou no banco traseiro e o outro, no do passageiro.  Eles iriam para Mogi das Cruzes.

J.P. ficou muito contente, pois já havia tido um dia muito lucrativo. No entanto, quando o carro estava na Marginal, o jovem do banco traseiro anunciou um assalto e sacou a arma. Os bandidos queriam o carro.

O motorista propôs entregar o carro e, em troca, receber a munição da arma. Os assaltantes não acreditaram no acordo. O rapaz armado estava muito nervoso e ameaçou J.P. diversas vezes. Este respondia que se ele fosse morto,todos seriam, pois ele estava numa velocidade de 140km/h.

Numa certa hora, o taxista atingiu 174 km/h e jogou o carro no poste. O táxi capotou e ficou pendurado entre os fios. O assaltante do banco traseiro morreu e o do banco do passageiros ficou ferido. J.P. ficou em coma durante 6 dias e teve que ficar se recuperando no hospital durante 6 meses devido à ferimento que teve na perna. A única coisa que sobrou do carro foi a tela dianteira do DVD.

O taxista foi acusado de homicídio danoso e teve o primeiro julgamento por teleconferência, ainda no hospital. Reconheceu o bandido que sobreviveu e o ameaçou de morte.

O bandido pegou 8 anos de prisão. J.P. está esperando ele sair para matá-lo. Descobriu onde morava, foi em sua casa 3 vezes, sabe que tem dois filhos pequenos e “uma esposa fedida”. O assaltante tentou mandar uma carta por intermédio da esposa depois que o taxista disse à “esposa fedida” que iria matar seu marido, mas o taxista não a aceitou.

Atualmente, J.P. está com o nome sujo, uma das coisas que mais temia. Com seu carro destruído, precisou comprar um Corsa (R$ 20.000) e pagar nova licença veicular (R$ 70.000) para poder continuar trabalhando e ainda precisou pagar sua internação. Além disso,  perdeu grande parte da mobilidade do pé direito .  Mesmo assim, disse que já comprou uma arma com capacidade de 6 balas para “descarregá-la naquele cara [o bandido que sobreviveu]”.

No final da minha corrida, J.P. disse que a Folha de S.Paulo tirou uma foto do acidente (o que não foi encontrado em minhas pesquisas) e que não se arrependeu do que fez: se alguém (como EU, por exemplo) tentasse assaltá-lo, jogaria o carro no poste sem a menor dúvida.

“Pronto moço, é aqui nessa esquina, pode parar atrás daquele carro. Deu R$ 22, mas pode cobrar R$ 25”. Corremos.

Descobertas

11 11UTC Agosto 11UTC 2009 por caiodib

Jovens na Av. PaulistaAs mães estavam ansiosas. Só mais alguns dias e seus filhos, que já estavam entediados de tanto ficar em casa e começaram a aprontar ou inventar de ir na casa do amigo que mora do outro lado da cidade, voltariam para a escola teriam alguma ocupação. Decepção: as aulas foram adiadas duas semanas.

As mães enlouqueceram e as crianças continuaram fazendo suas “descobertas”. “O que acontece se eu explodir uma bombinha num bueiro?”, “Vamos queimar um jornal?” e outras perguntas que precisavam de respostas para a formação dos pimpolhos foram feitas e as respostas encontradas. Já os adolescentes não pararam de ir de cá pra lá, fazendo seus pais ficarem presos no caótico trânsito paulista.

Agora milhões de jovens continuam sem aula e milhões de pais continuam loucos com as “descobertas” dos filhos. Ainda bem que muitos desses alunos, principalmente os mais velhos, realmente descobriram os passeios na Avenida Paulista e no Parque Ibirapuera, que estão lotados nos últimos dias. Pena que eles só têm mais uma semana para explorar mais a cidade de São Paulo…